O corpo de Samuel foi encontrado a cerca de 1.500 metros de sua casa. Foto / Reprodução

Wagner Matheus é jornalista (MTb nº 18.878) há 45 anos. Mora na Vila Guaianazes há 20 anos.

Segundo a mãe, o menino era portador de autismo em grau severo e teria saído de casa após ficar cerca de 5 minutos sozinho; Polícia Civil registra o caso como morte suspeita

 

DA REDAÇÃO

O corpo do menino Samuel Gusmão Ristori, de 10 anos, encontrado no córrego Senhorinha na madrugada desta segunda-feira (24) começou a ser velado a partir das 12h no Cemitério Colônia Paraíso, no Jardim Morumbi, e será sepultado às 16h30.

Portador de Transtorno do Espectro Autista (TEA) em grau 3, definido como severo, além de não verbal, Samuel saiu de casa sozinho, no bairro Dom Pedro 1º, na região sul, por volta de 15h de domingo (23). Assim que notou o desaparecimento, a mãe do menino pediu socorro aos moradores do bairro. A notícia chegou às redes sociais e formou-se uma corrente de buscas e orações por Samuel.

Fuga em 5 minutos

Segundo informações do jornal “O Vale”, que teve contato com a mãe de Samuel, ela estava no banheiro quando o filho saiu de casa e não teria ficado mais do que 5 minutos sozinho. Imagens de uma câmera de rua mostraram o menino correndo. Ele usava camiseta vermelha e cueca.

Um rapaz informou à mãe que teria visto o garoto próximo de uma rua da região de venda de drogas no bairro e teve um rápido contato com ele. Em seguida, Samuel teria ido sozinho em direção ao córrego.

O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 20h e iniciou a busca na área de mata do bairro. O menino foi encontrado sem vida, trajando apenas a cueca, por volta de 0h30, junto ao córrego e próximo da avenida Salinas, a cerca de 1.500 metros de sua casa.

O IML (Instituto Médico Legal) deverá elaborar um laudo para auxiliar na investigação. O caso foi registrado pela Polícia Civil como morte suspeita.

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Autismo severo

Segundo o Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, o autismo pode se manifestar em três níveis: leve, moderado e severo. Os de nível 3, do qual Samuel era portador, correm mais riscos de negligência, discriminação e abuso ao longo de suas vidas.

Eles enfrentam desafios de comportamento repetitivo e comunicação que podem dificultar a conclusão de tarefas da vida diária, a interação social e lidar com uma mudança de foco ou localização.

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