Empresa responsável pelas escavações aproveita para receber estudantes e divulgar o trabalho que realiza
MÁRIO LÚCIO SAPUCAHY
Especial para o SuperBairro
Na área destinada a um empreendimento imobiliário, no Jardim Mariana, na região leste de São José dos Campos, vestígios do passado estão sendo minuciosamente desenterrados e estudados por arqueólogos.
A primeira etapa do trabalho é a prospecção e sondagem arqueológica, em que toda a área é investigada superficialmente e postos de sondagem são abertos em intervalos regulares. Vestígios materiais encontrados nessas etapas iniciais orientam a escavação. No caso do Sítio Arqueológico Mariana, foram identificados fragmentos de cerâmica indígena da tradição tupi-guarani, não sendo possível, até o momento, identificar a que grupo étnico pertenciam.

Dois setores de escavação estão sendo trabalhados e tudo leva a crer que se trata de um fundo de assentamento, ou seja, de objetos cerâmicos presentes na oca abandonada que ruiu. O trabalho é cuidadoso a fim de preservar as peças e a disposição de cada uma delas, o que pode ser útil na tarefa de reconstituí-las a partir de seus fragmentos.
Um pingente, provavelmente de cobre, com uma pedra escura incrustada, foi encontrado junto dos fragmentos cerâmicos. Esse elemento é uma pista de que o sítio deve ser datado do período colonial.
Como parte dos trabalhos, a Origem Arqueologia, com sede na Vila Ema, empresa responsável pela escavação, tem realizado atividades de educação patrimonial recebendo estudantes das redes pública e privada de São José dos Campos. Os alunos visitantes recebem informações sobre a importância do trabalho arqueológico e sobre história e antropologia dos grupos indígenas associados ao sítio.


