Os medicamentos são divididos em três níveis para definir a aplicação do reajuste nos preços. Foto / Pixabay

Wagner Matheus é jornalista (MTb nº 18.878) há 45 anos. Mora na Vila Guaianazes há 20 anos.

Segundo a Cmed, que publicou resolução com os reajustes, aumento máximo ficará em 5,06%, mas maior parte dos medicamentos subirá 2,6%

 

DA REDAÇÃO*

A maioria dos medicamentos vendidos no país deverá ter reajuste de preço de 2,6%, conforme a resolução da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed), publicada na segunda-feira (31) no Diário Oficial da União. Segundo o órgão, o conjunto dos medicamentos terá o menor reajuste médio desde 2018.

A Cmed explicou que, embora o teto de reajuste tenha ficado em 5,06%, equivalente à inflação oficial acumulada em 12 meses no país, esse percentual só incidirá sobre cerca de 7% dos remédios. Isto porque a resolução divide os medicamentos em três níveis de reajuste, conforme o grau de concorrência.

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Os percentuais de aumento são os seguintes: nível 1: 5,06%; nível 2: 3,83%; nível 3: 2,6%. Os remédios do nível 1 representam 7,8% do total de medicamentos, os do nível 2 correspondem a 15% e os do nível 3 a 77,2% do total.

Ainda de acordo com o Cmed, considerando a série histórica, os percentuais de aumento para os remédios de nível 2 e 3 são os mais baixos desde 2018, quando o nível 2 ficou em 2,47% e o nível 3 em 2,09%. Em relação aos medicamentos de nível 1, o aumento de 5,06% é superior ao reajuste de 4,5% de 2024, mas inferior à alta de 5,6% em 2023.

O órgão informou que os aumentos não são automáticos e dependem de as empresas farmacêuticas lhe enviarem um relatório de comercialização. Após essa fase, o reajuste, na prática, só é cobrado à medida que os estoques das farmácias são repostos.

 

*Com informações da Agência Brasil.

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